Dia 2

No segundo dia da revolta, João Cândido Felisberto, líder dessa rídicula revolta, fez um ultimato ameaçando bombardear a Capital Federal:

João Cândido, líder da "revolta"
"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já. Caso não a tenhamos, bombardearemos as cidades e os navios que não se revoltarem."

Parece que esses negros acéfalos não se tocam de o quanto são tolos. A chibata é a melhor forma de educar pessoas ignorantes. Indubtavelmente, não há outra forma de educação senão a violência. Afinal, eles são maioria de negros, quem se importa com eles? Alias, negro no Brasil há poucos anos era escravo, eles deviam estar felizes 
pelo que têm hoje. MORRAM MARINHEIROS MISERÁVEIS!

O sábio governo inicialmente respondeu que não queria negociar com revoltosos patéticos, que  para mostrar que eram mais patéticos do que pareciam, atiraram no fabuloso Palácio do Catete, sede do grandiosíssimo Poder Executivo, e na Câmara dos Deputados. Eles só podem estar de brincadeira! TAMANHA OUSADIA MERECE O 
PIOR DE TODOS OS CASTIGOS!


Marinheiro na posição de ser disciplinado
José Carlos de Carvalho, o emissário do governo, deputado feral e capitão-de-mar-e-guerra, estava no encouraçado São Paulo e depois foi para o Minas Gerais para negociar com João Cândido, apelidado de Almirante Negro, líder da revolta. José Carlos dirigiu ao Congresso a impressão que teve do poder dos marujos e um Manifesto com exigências, sendo a principal o fim da punição de chibata. Os revoltosos acreditavam que haveria adesão total ao movimento. Mal eles sabiam o castigo que os aguardava...


Em breve, mais informações sobre  revolta.
CHIBATA NELES ATÉ A MORTE!


Revolta de Marinheiros

23 2  Novembro de 1910dens de oficiais.de Novembro de 1910
Matéria por:  José Onofre Morais e Barreto
             Ontem, datado 22 de Novembro, aproximadamente às 22 horas, um dos maiores barcos, o Encouraçado Minas Gerais, foi tomado pelos próprios marinheiros, que assistiam ao marujo Marcelino Rodrigues ser punido, por não ter seguido as ordens de oficiais, ele deveria ser educado novamente. Mas por infortúnio, os marujos dominaram todos os navios localizados na Bahia de Guanabara, alegando ser contra algo que o governo manteve para continuar havendo a disciplina naval, eclodindo uma revolta, matando todos os oficiais que resistiram.
            Foi perceptível um som de canhão explodindo por volta das 23 horas, foi ensurdecedor, utilizado para acionar os outros barcos também tomados por marinheiros e mostrar que a esta fora iniciada.  O Catete foi informado pelos marujos que o movimento só chegaria ao fim se os castigos corporais fossem extintos e obtivessem melhores condições laborais, senão eles bombardearão a cidade e os navios contrários.
            Como é possível haver pessoas que não querem aprender a ser civilizados? Que não gostam de receber dinheiro digno e comida? O Catete não deve aceitar uma ameaça de marujos, que não passam de negros, analfabetos, mendigos e descalços, que não entendem o que é bom e necessário para eles, e que sem esse serviço, estariam presos ou na sarjeta. O Prefeito Bento Ribeiro, o chefe da marinha e o chefe da polícia disseram que se os marujos não renderem, os navios invadidos serão bombardeados.
Encouraçado Minas Gerais - 1º  barco  invadido
O chefe da marinha disse que os oficiais só foram interceptados, pois estavam despreparados para um ataque de quem sempre fora fiel a seus superiores, e foi estimado, pela manhã, aproximadamente 300 corpos de civis espalhados pela costa. Acredita-se que foram 20 barcos tomados pelos marinheiros, algo jamais visto, pois o Brazil é a terceira maior potência naval.
O Jornal Tribuna do Congresso acompanhará detalhadamente a chanchada, até essa não obter uma solução concisa. 
Atenciosamente,
                                       José Onofre Morais e Barreto.



FONTES:  http://wellingtonrodriguesdf.blogspot.com/2010/11/22-de-novembro-19102010-100-anos-da.html